FOGO DE PALHA

Mirza Santos.

Branca, 1,65m, 58Kg, cabelos ondulados, castanhos, atualmente curtos,casada, filhos mirzasantos@hotmail.com

mirzasantos@gmail.com Rio de Janeiro: Brazil -RJ

17/07 MPB, eletrônica,charme,Rock...

Documentários, suspense, romance,terror, aventura, ficção,comédia filmes,documentários, Jô, Altas Horas.

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Música viva

Drão

Gilberto Gil

Drão o amor da gente é como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
plantar em algum lugar
Ressuscitar no chão nossa semeadura
Quem poderá fazer aquele amor morrer!
Nossa caminha dura
Dura caminhada pela noite escura

Drão não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão,
estende-se, infinito Imenso monolito, nossa arquitetura
Quem poderá fazer aquele amor morrer!
Nossa caminha dura
Cama de tatame pela vida afora

Drão os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão, não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão
Quem poderá fazer aquele amor morrer
Se o amor é como um grão!
Morre, nasce, trigo, vive morre, pão.
Drão

Assim Eu Sou

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Mirza A. Santos

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¨¨¨¨¨¨¨¨¨c Mirza; ás 5/30/2005 10:44:44 PM
Sua palavra
***

Segunda-feira, Maio 30, 2005;

Dia do Geólogo. Dia da Decoração.Dia das Bandeiras.
Frase:O silêncio é cumplice da violência.(Heráclito)
vc sabia: Das 7 maravilhas do Mundo Antigo, as pirâmides são as únicas sobreviventes. Continuam firmes, pedra sobre pedra, desafiando as leis naturais do desgaste da matéria.
O tempo ainda não conseguiu destruí-las.



Hoje foi o dia dos médicos. Hermann madrugou, para poder conseguir uma consulta com o ortopedista e a Thyzar está na reta final, por conta de um derrame no joelho, lesionou treinando, lá se vão 5 meses nessa angústia. Amanhã ela levara o laudo da ressonância.

Mirza; ás 5/28/2005 10:17:03 PM
Sua palavra
***

Sábado, Maio 28, 2005;

PROMESSAS DE TERRA E CÉU
Se observares o Céu
[do qual falo]
acabarás pisando as estrelas...
Porque o Céu dá asas a todos
que são chamados seus filhos...

Se observares a Terra
[da qual estou longe]
acabarás enterrado nela...
Porque a Terra sepulta em seu próprio ventre
tudo o que ela própria gera...

Se observares os violentos
[que não conheço]
acabarás violentado por eles...
Porque a violência é um veneno contagioso
que fustiga o coração de quem a olha...

Se observares o Amor
[do qual sou filho]
acabarás conquistado por ele...
Porque o Amor inebria a alma
de todo aquele que o olha com amor...


Adelmario Sampaio

Mirza; ás 5/21/2005 01:39:21 AM
Sua palavra
***

Sábado, Maio 21, 2005;

O Poema que Morreu
Ricardo França
Um assassinato.
Tudo indicava assim.
E o coitado do poema, estirado,
era coceira na curiosidade pública.

Chegou o delegado
- e cismado -
foi tecendo em pensamento
as inconstantes formas da dúvida.

Uma interrogação passeava ali.
Crescia e engordava
- proporcional -
a cada pessoa que parava
na pele da já recém formada
multidão.

Não demorou muito e apareceu o legista.
Ele era meio esquisito,
tinha tique nervoso
e coceira na vista.
Examinou o já lido poema
e constatou o consumado fato:
- Morrera de amor, não de infarto.
Suicídio? Assassinato?
Quem faria o fatídico ato?
- Quem ??? perguntava o delegado.

E com um ar sherloquiano
pegou o morto nas mãos.

Sob os olhos atentos da multidão
exclamou a primeira descoberta:
- Não era amador o assassino, era poeta !
¿Poeta ?¿ Indagou a multidão incrédula.
- Poeta! Confirmou alisando o imeeeenso bigode.
Chegaram então os repórteres,
a lavadeira,
o bêbado ainda de porre,
a dona Julieta, o doutor Onofre,
e todos, do sul ao norte,
mastigavam a mesma pergunta:
¿Um poeta, mas como é que pode ?¿
- Simples! - Explicou o delegado...
A tristeza, num homem apaixonado,
dói além do sustentável.
No peito, abre um buraco.
Tanto insiste
que não resta escapatória,
com o dedo em riste,
atrás da porta,
persiste o crime.
A arma utilizada
não foi revólver,
não foi faca.
Foi um sentimento amargurado
delineado no papel
por uma caneta esferográfica.
Já a paixão - continua -,
foi a vítima,
de vez esquecida,
varrida,
morta.

Não é caso de polícia.
por aí morre um amor por dia,
é uma palavra prolixa, doída.
Dor nenhuma deve virar notícia,
fez bem o poeta em matar essa paixão.

E terminou largando o poema no chão.
Seguiu em frente, sumiu na multidão
que por sua vez se desfez
com a mesma rapidez
que se formou.

Mas do vazio que ficou - dilacerado,
permaneceu solitário
um adolescente
com os olhos molhados
e uma caneta na mão.
Em passos lentos, assimilados,
aproximou-se do poema
no chão largado
e guardou no bolso
a história do amor
que minutos antes havia escrito,
e por qualquer descuido
perdido...

Mirza; ás 5/15/2005 02:02:20 PM
Sua palavra
***

Domingo, Maio 15, 2005;

O POÇO

Poema de Pablo Neruda

Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profundezas da tua existência.

Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?

Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.

Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.

Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.

Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,
não me firas a mim porque te feres.

Mirza; ás 5/8/2005 11:25:04 PM
Sua palavra
***

Domingo, Maio 08, 2005;











Deixe sua mãe ser mãe


Não a reprima quando ela quiser te beijar e apertar na frente dos seus amigos! Deixe-a choramingar quando você desaparece por cinco dias sem dar um telefonema! Faça um cafuné quando ela implorar para lhe comprar calças novas!

A criatura DEU COSTAS À VAIDADE para engravidar de você; INTERROMPEU A PRÓPRIA VIDA para te amamentar e trocar suas fraldas; e depois COLOCOU TODO O RESTO EM SEGUNDO PLANO, inclusive o seu pai, para estudar com você, levá-lo no pediatra, organizar festinhas de aniversário e viagens à Disney; e, mais tarde, escutar as suas músicas altas, as suas reclamações de namorados, e assinar os seus boletins escolares fracassados...

Daí de repente você virou um adulto, dá as costas, vai embora, e quer que ela compreenda que você é um ser humano integral e independente?! Como assim?! Ela nem chegou a se dar conta de que você cresceu (talvez nunca chegue a fazê-lo) e você exige que ela se comporte como uma senhora normal? Veja bem, eu não sou mãe de ninguém, mas não é muito difícil compreender o drama maternal. Compreenda isto e você será mais feliz!

Ao mesmo tempo não caia em suas chantagens emocionais e não ceda aos seus conservadorismos - mães precisam entender que as maluquices dos seus filhos existem para ATUALIZÁ-LAS, para não deixá-las envelhecer. É o que as mantém jovens, muito mais do que um bisturi afiado de um cirurgião plástico afetado. Ao invés de se tornar o homenzinho/mulherzinha que a mamãe queria, torne a sua mãe uma mulher de hoje em dia! Só um filho possui este poder.

Estar em harmonia com sua mãe é uma ÁRDUA ARTE. E dominar esta arte é resignar-se com o fato de que você não sabe NADA sobre sobre o devir materno. Assuma sua ignorância e devolva à sua mãe o direito inalienável de se comportar como uma!
Pôr Joana Coccareli.
Texto extraído do site:http://www.mood.com.br






Mirza; ás 5/6/2005 02:00:27 AM
Sua palavra
***

Sexta-feira, Maio 06, 2005;

A bunda, que engraçada

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.

Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda
redunda.



Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond